É de grande importância reconhecer e darmos valor a luta dos povos tradicionais que habitam nosso país, é de nos dar vergonha o que acontece hoje com nossa população indígena, mas neste momento a tribo Guarani-Kaiowá em Dourados (MS) merece nossa atenção especial, o questionamento da propriedade de posse de suas terras tradicionais habitadas a centenas de anos por fazendeiros agropecuários que reivindicam a terra para uso comercial / financeiro, causa revolta e cada vez mais mortes de nossos simbólicos habitantes brasileiros.
"O conflito entre os indígenas e os fazendeiros de Dourados deve-se ao fato de o Estado ter concedido a titularidade da terra a produtores agropecuários e, posteriormente, com a Constituição de 1988, ter reconhecido que tais terras pertencem tradicionalmente aos indígenas. Portanto, em sua visão, a solução para dirimir o conflito é a União reconhecer o erro, conceder
a terra aos Guarani-Kaiowá e indenizar os proprietários atuais."
a terra aos Guarani-Kaiowá e indenizar os proprietários atuais."
Segundo o Jornal eletrônico Midiamax de MS existem relatórios oficiais onde mostram que os índios sul-mato-grossenses são as principais vítimas de violência contra povos indígenas no Brasil. Entre 2003 e 2011, foram 279 assassinatos em MS, enquanto todo o resto do país registrou 224 casos.
O estado também se destaca pelo número de suicídios entre indígenas e mortes por desnutrição infantil. Os guarani-kaiowá vivem em condições subumanas enquanto aguardam a demarcação de terras consideradas indígenas, mas ocupadas por fazendas legalmente instaladas.
De agosto para cá, lideranças indígenas passaram a organizar a 'retomada' de algumas áreas e houve conflitos com os donos das fazendas, que tratam as ações como invasões, pois possuem escrituras das terras emitidas pelo próprio Governo Federal.
O estado também se destaca pelo número de suicídios entre indígenas e mortes por desnutrição infantil. Os guarani-kaiowá vivem em condições subumanas enquanto aguardam a demarcação de terras consideradas indígenas, mas ocupadas por fazendas legalmente instaladas.
De agosto para cá, lideranças indígenas passaram a organizar a 'retomada' de algumas áreas e houve conflitos com os donos das fazendas, que tratam as ações como invasões, pois possuem escrituras das terras emitidas pelo próprio Governo Federal.
Por meio de nossas redes sociais o PSOL - Maricá expressa o repúdio a lentidão da justiça brasileira e ao descaso das autoridades durante tanto tempo se ausentando das responsabilidades com nossos índios deixando se chegar a esse ponto.
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O antropólogo e integrante da etnia Kaiowá, Tonico Benites, informou que no ano de 1600 havia de cinco a seis milhões de indivíduos da etnia, hoje reduzida a 45 mil pessoas. Ele ressaltou que seu povo está em processo de extinção e há décadas aguarda pacientemente solução dos problemas. Ele ressaltou que, conforme a filosofia indígena, o povo kaiowá quer resolver a situação de forma pacífica.
- Como vamos sobreviver? Ali tinha floresta, plantas medicinais, frutíferas, e hoje não existe mais. Não precisávamos nos humilhar pedindo cesta básica, tínhamos tudo de que precisávamos – lamentou Benites, que rebateu a ideia de que os kaiowá são invasores de terras: eles apenas querem sobreviver.
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Por fim deixamos claro também, que o governo deve amparar a tribo e garanti-las indenizações devido ao erro que cometeram (e ainda cometem), que de maneira alguma retornarão as vidas perdidas, mas possivelmente irão garantir melhores condições para as que já estão e as que virão.
Fonte: Midiamax, Correio do Brasil
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